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FIDC-Cobrança: Como a Tecnologia Aumentou em 30% a Eficiência na Recuperação de Ativos

FIDC-Cobrança: Como a Tecnologia Aumentou em 30% a Eficiência na Recuperação de Ativos

A indústria de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) no Brasil, que ultrapassou a marca de R$ 419 bilhões em patrimônio líquido em 2024, encontrou na tecnologia de cobrança digital um catalisador estratégico para maximizar a rentabilidade e a gestão de risco. A fusão entre capital estruturado e automação inteligente está redefinindo a recuperação de ativos, transformando carteiras de crédito inadimplidas (NPL - Non-Performing Loans) em oportunidades de investimento de alto desempenho.

A abordagem tradicional de cobrança, intensiva em mão de obra e baseada em canais de comunicação de baixa eficiência, tornou-se obsoleta. A nova geração de plataformas de \"collection tech\" utiliza uma combinação de Inteligência Artificial, Machine Learning e análise de dados para otimizar cada etapa do processo. Essa automação não apenas reduz drasticamente os custos operacionais, mas também eleva as taxas de recuperação a patamares antes inatingíveis.

O processo começa com a aquisição da carteira NPL por um FIDC, que então utiliza a tecnologia para higienizar e enriquecer os dados dos devedores. Em seguida, algoritmos de segmentação comportamental classificam os perfis de risco e propensão ao pagamento, permitindo a criação de estratégias de comunicação personalizadas. A comunicação é automatizada e distribuída através de canais omnichannel, como WhatsApp, SMS e portais de autonegociação, que oferecem uma experiência sem atrito para o devedor e operam 24/7.

Estudos de consultorias como a Deloitte indicam que a digitalização pode aumentar a eficiência da recuperação de crédito em até 30%. Esse ganho de performance é resultado direto da capacidade da tecnologia de escalar o contato, personalizar ofertas de renegociação e facilitar o pagamento. Para os FIDCs, essa eficiência se traduz em maior velocidade de recuperação do capital investido e, consequentemente, em uma maior Taxa Interna de Retorno (TIR) para os cotistas.

A sinergia entre FIDCs e \"collection techs\" cria um ciclo virtuoso: os fundos fornecem a liquidez necessária para a compra de carteiras de crédito, enquanto a tecnologia garante que esses ativos sejam recuperados com a máxima eficiência. Esse modelo de negócio não apenas beneficia os investidores, mas também contribui para a saúde do ecossistema de crédito, ao reinserir no sistema recursos antes considerados perdidos.

A tendência é aprofundar essa integração. O uso de IA generativa para criar jornadas de negociação hiperpersonalizadas e a tokenização de direitos creditórios em blockchain são os próximos passos para um mercado de recuperação de ativos ainda mais dinâmico, transparente e rentável. A convergência entre capital estruturado e tecnologia avançada consolida o FIDC como um instrumento fundamental não apenas para o financiamento, mas para a gestão inteligente de todo o ciclo de vida do crédito.